86º ENIC: Construtores defendem a continuidade do Programa Minha Casa Minha Vida

A preocupação em que não haja a descontinuidade nos investimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) tem dominado as discussões dos participantes do 86º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), que foi aberto, na noite do dia 21 de maio, pela presidente Dilma Rousseff, no Teatro Rio Vermelho, no Centro de Convenções de Goiania (GO). O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), promotora do evento, Paulo Safady Simão, alertou para a importância de que os programas não sejam descontinuados, tendo em vista que isto acarretaria a desmobilização das empresas construtoras e a conseqüente liberação de trabalhadores num momento em que está caindo o nível de emprego no setor, devido à conclusão de grandes empreendimentos em preparação para a Copa do Mundo de Futebol, como, por exemplo, as Arenas.

Neste sentido, a presidente da República correspondeu plenamente às expectativas dos mais de 1.500 empresários presentes à abertura do encontro ao anunciar que, até o dia 29 deste mês de maio, o governo anunciará a Fase 3 do Minha Casa, Minha Vida. Revelou que, no governo Lula, foram construídas 1 milhão de habitações através do programa e, até o final do atual governo, as contratações deverão totalizar outras 2,7 milhões de unidades. A presidente salientou que a viabilização do programa só foi possível devido à alocação de recursos públicos a fundo perdido para possibilitar o acesso das camadas da população de menor renda às moradias. Na sua avaliação, ainda, os demais programa de infraestrutura, como saneamento básico e mobilidade urbana, igualmente, dependerão, para sua continuidade, do aporte de subsídios da União, Estados e Municípios e de recursos da própria classe empresarial, no caso das parcerias público-privadas (PPPs).

O Sinduscon-RS está participando do 86º Enic através do seu presidente, Ricardo Sessegolo, liderando uma comitiva de dirigentes e assessores técnicos da entidade. Segundo Sessegolo, o mercado habitacional brasileiro dispõe, ainda, de um amplo espaço para continuar se expandindo em função do elevado déficit de moradias e da melhoria do nível de emprego e da renda da população a que se soma a segurança jurídica criada para o sistema financeiro da habitação (SFH) que levou os bancos a multiplicar os financiamentos para esta atividade, que passaram de R$ 3 bilhões, em 2003, para R$ 140 bilhões, em 2013. Salientou que, especialmente, o MCMV poderá avançar mais porque as empresas acumularam experiência nas etapas iniciais do programa e, inclusive, abre-se espaço maior para a atuação das pequenas e médias construtoras no segmento. A frustração, hoje, dia 22, primeiro dia de debates, foi a ausência do presidenciável Aécio Neves (PSDB), que seria a grande estrela do programa desta manhã.

Acompanhe as palestras, através de transmissão ao vivo pelo site http://www.enic.org.br!

 

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