Economia e cenário político dominam debates sobre os desafios e perspectivas da construção civil
Os impactos do cenário econômico nacional e as perspectivas políticas para os próximos anos estiveram no centro dos debates durante o Encontro CBIC de Incorporadores e Construtores – Sul, realizado nesta quinta-feira (18), na Fiergs. A programação contou, no primeiro painel, com as análises da economista-chefe da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos, e do cientista político Leonardo Barreto.
Ao abrir o painel, Ieda Vasconcelos traçou um panorama da economia brasileira e seus reflexos sobre a construção civil. A economista destacou que o setor continua enfrentando os efeitos de uma taxa de juros elevada, que encarece o crédito, restringe investimentos e afeta diretamente o financiamento à produção e à aquisição de imóveis. Apesar desse contexto desafiador, a construção civil deve seguir contribuindo para um desempenho econômico favorável.
As projeções apontam crescimento entre 1,6% e 2,3% para a economia brasileira em 2025. Já a construção civil, diante de um novo cenário caracterizado pela maior pressão nos custos, pela redução mais lenta da taxa de juros do que a inicialmente esperada, pelo aumento das expectativas de inflação em razão das incertezas provocadas pelos conflitos no Oriente Médio e pela possibilidade de redução do nível de atividade em função das discussões sobre alterações na escala de trabalho, teve sua expectativa de crescimento revisada para 1,2%. O índice é inferior aos 2,9% projetados no início do ano e reflete um ambiente de expansão mais cauteloso para o setor.
Mesmo diante das incertezas, a economista avaliou que o elevado volume de obras em andamento e a continuidade dos programas habitacionais sustentam perspectivas positivas para os próximos anos, reforçando a capacidade da construção civil de gerar emprego, renda e desenvolvimento, mantendo-se como um dos principais motores da economia nacional.
Na sequência, o cientista político Leonardo Barreto apresentou uma análise do cenário político brasileiro e suas implicações para a economia e os investimentos. Segundo ele, o ambiente político segue marcado pela polarização e cenário incerto em relação ao processo eleitoral de 2026.
Barreto observou que o governo federal tem concentrado esforços em políticas de transferência de renda como forma de mitigar a insatisfação popular. Por outro lado, destacou que o campo da direita se apresenta fragmentado e, embora novas lideranças estejam surgindo, a divisão tende a dispersar votos e dificultar a consolidação de uma candidatura competitiva.
Na avaliação do especialista, a disputa eleitoral deverá ser definida por uma parcela do eleitorado que busca respostas concretas para os principais problemas do país. Entre as preocupações mais relevantes, destacou a questão da segurança pública e o aumento da violência. Segundo ele, os candidatos que conseguirem apresentar respostas mais convincentes para essas demandas terão vantagem na corrida eleitoral.
A FIERGS apresenta o Encontro CBIC de Incorporadores e Construtores | Região Sul que conta com o apoio da ADEMI-PR, SECOVI-PR, SINDUSCOM-SL, SINDUSCOM-VT, SINDUSCON/BRUSQUE-SC, SINDUSCON/ITAJAÍ-SC, SINDUSCON-BC, SINDUSCON-BNU, SINDUSCON-CAXIAS, SINDUSCON-FPOLIS, SINDUSCON-JOINVILLE, SINDUSCON-OESTE/SC, SINDUSCON-PR, SINDUSCON-PR/NOROESTE, SINDUSCON-PR/NORTE, SINDUSCON-PR/OESTE, SINDUSCON-RS, SINDUSCON-SM, SINDUSCON-SUL CATARINENSE e Sienge.
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