Sinduscon-RS analisa os impactos do aumento e escassez de materiais na construção gaúcha

 Sinduscon-RS analisa os impactos do aumento e escassez de materiais na construção gaúcha

O aumento significativo de preços e escassez de materiais na construção civil no Estado têm preocupado as empresas da construção civil. A necessidade de realinhamento de contratos, principalmente em obras públicas e alterações de cronogramas foram alguns dos problemas apontados durante a reunião aberta promovida pela Comat/Sinduscon-RS no dia 19 de novembro via plataforma Youtube.

A reunião foi coordenada pelo vice-presidente do Sinduscon-RS, Roberto Sukster, tendo como primeiro palestrante o vice-presidente de área da Camara Brasileira da Indústria da Construção – CBIC e presidente da COMAT/CBIC, Dionyzio Antonio Martins Klavdianos.  O dirigente relatou as ações promovidas pela Câmara. Em julho iniciou com um levantamento sobre os aumentos registrados em todo o País, que serviu de base para a elaboração de um documento entregue à Secretaria de Advocacia de Concorrência e Competividade e a Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, solicitando apoio das autoridades, principalmente atuando em temas como eliminação de barreiras protecionistas;  estimulo aos tradings a trabalhar no mercado e criação de uma modelagem eficaz de distribuição/logística.

A CBIC defende, como uma possível alternativa para solucionar o problema, as importações por meio das Cooperativas de Compras (Coopercon’s).  Se num primeiro momento o processo seria interpretado como inviável por finalizar com preços de materiais acima do praticado atualmente no Brasil, a valorização das cooperativas traria mais força às construtoras, não ocupando essas a posição de reféns em situações como está enfrenta agora.

Um dos problemas levantados pelo vice-presidente e coordenador da Comissão de Obras Públicas e Privadas do Sinduscon-RS, Narciso Alexandre dos Santos Silva, foi a dificuldade das empresas defender o realinhamento de contratos diante dos aumentos dos materiais em obras públicas principalmente.  Klavdianos destacou a realização de importantes debates promovidos pela CBIC sobre ‘Metodologia e Processo de Coleta de Preços do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices (Sinapi/Caixa) e do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC/FGV), que não têm refletido a atual realidade. Informou também que em reuniões com os fornecedores a CBIC solicitou a oficialização dos motivos da movimentação dos preços e falta de materiais.

CUB/RS reflete aumentos que extrapolam evoluções históricas

“Nos últimos 16 anos como responsável pelo cálculo do CUB/RS, nunca havia registrado aumentos tão significativos de materiais como em 2020, principalmente  a partir de agosto.”, afirma a estatística do Sinduscon-RS, Neusa Biehl.

A Coleta do CUB-RS é com base na coleta mensal  de preços junto a diversos fornecedores, atacadistas, varejistas, lojista e representante. Os 25 materiais que compõem o indicador representam na Curva A,B,C, 48, cerca de 45% do valor final do CUB R-8N. Os Insumos que subiram acima de 10% representam 26,82%, o que justifica o forte o impacto percebido pelo mercado.

Coopercon-RS: a valorização das cooperativas é uma alternativa

A Coopercon-RS foi criada por iniciativa do Sinduscon-RS em 2008, com o objetivo de ganho de escala em todas as negociações de compras.   Atualmente a Cooperativa trabalha por rodadas para  a compra de elevadores.  Igualmente, atua com  parcerias, a longo prazo, que possibilitam compras, por parte dos associados da Cooperativa, a preços diferenciados do mercado em produtos como bloco cerâmico, portas e drywall. Simulações estão sendo feitas para  a importação do aço. O insumo pode ser trazido ao RS por meio de uma parceria com a Coopercon-SC, mas algumas questões ainda precisam ser analisadas.  O vice-presidende da Coopercon-RS, Alexandre Dode de Almeida, afirma que a Coopercon-RS, pode sim ser uma alternativa no enfrentamento da escassez e alta de preço dos materiais. Porém, o sucesso passa pela demanda garantida, que implica na  fidelidade às negociações estabelecidas pela cooperativa, no espírito cooperativismo.  Contatos: queli@coopercon-rs.com.br ou 51 99188-5529.

Deixe seu comentário