Tecnologias sem gestão de processos vão de encontro à produtividade

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Os grandes avanços tecnológicos são a grande esperança das corporações que buscam melhore desempenho, produtividade e competitividade. Porém, muitas vezes a aquisição de ferramentas tão complexas apresenta resultados aquém das expectativas. A conclusão simplista na maioria dos casos é: “foi um investimento jogado fora”. Porém especialistas alertam que a tecnologia por si só não preenche as lacunas que impedem a alavancagem dos negócios. “A gestão de processos é um balizador para o desenvolvimento tecnológico”, afirmou Ubiraci Lemes Espinelli de Souza, especialista em produtividade na construção civil, durante o Seminário Avanços em gestão da produção em edificações realizado ontem (30/05) na sede do Sinduscon-RS. Segundo ele “a tecnologia não é um fim em si mesma. Esta pode afetar de forma positiva ou negativa questões como desempenho ou produtividade. Basta não estar adequada à gestão de processos de determinada empresa.
Os palestrantes do evento são unanimes em afirmar que a tecnologia traz benefícios imensuráveis às empresas. “Porém há um fator chave que antecede a utilização da mesma: a gestão. Internet das Coisas, softwares, drones, inteligência artificial, BIM, nenhuma ideia, por mais inovadora que seja, traz os resultados esperados diante de uma má gestão da produção”, salienta o eng. Francisco Antunes Vasconcellos, diretor da Dox Planejamento e Desenvolvimento Imobiliário, empresa pioneira na implantação e uso do Building Information Model (BIM), no gerenciamento de obras.
Claudio Barboza Ferreira Jr., que integra um grupo de pesquisa que busca integração entre o BIM e a construção 4.0, abordou no evento a Internet das Coisas. Salientou que “o conhecimento hoje está na ponta dos dedos”. Como usuário da Internet, consegue-se acessar conceitos, vídeos, fatos, “faça você mesmo”. Mas o conhecimento 4.0 precisa de um norte. A internet não pode ser entendida como uma fórmula mágica para mensuração e solução de problemas. “A coisa ligada a Internet precisa ser útil, compartilhando informações que tornam mais sólido os seus processos construtivos, com uma velocidade incrível. Como exemplo dos benefícios da internet das coisas, Ferreira cita os formulários de controle, especialmente ligados à qualidade de concreto durante o acompanhamento de uma obra. Pequenos sensores, com bateria simples, podem acompanhar, por exemplo, a temperatura de cura. Compartilhando informações com laboratórios, se ganha uma confiabilidade sobre a execução do processo ou se o mesmo precisa ser refeito. “A informação é mais dinâmica, mais rápida”, reforça.
A eng. Ana Cecilia Sestak T. Ribeiro, CEO na Autodoc Tecnologia, que trabalha para a construção civil há mais 15 anos com soluções de tecnologia da informação (TI), cita como um dos problemas contemporâneos a “burocracia tecnológica”, que nada mais é do que o resultado de uma escolha mal feita em termos de inteligência artificial, ferramentas tecnológicas, que vão de encontro ao aumento de produtividade e performance dos negócios, concluiu.

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