Caixa reúne poder público e setor da construção para debater habitação e revitalização urbana em Porto Alegre

 Caixa reúne poder público e setor da construção para debater habitação e revitalização urbana em Porto Alegre

Com foco no retrofit, a Caixa Econômica Federal promoveu, em 15 de janeiro, uma reunião em Porto Alegre que reuniu representantes da Prefeitura, do Sinduscon-RS, associados, empresários e empreendedores para discutir habitação e desenvolvimento urbano no contexto do pós enchente de 2024. O encontro foi coordenado pelo superintendente executivo de Habitação, Tiago Nenê.

Durante a reunião, representantes do banco apresentaram um balanço da atuação na Capital, com destaque para o atendimento a mais de 10 mil famílias por meio do programa Minha Casa Minha Vida no período pós enchente. O gerente nacional de Habitação PJ, Marcelo Brasil, afirmou que em 2025, o crédito habitacional para pessoa jurídica totalizou R$ 1,83 bilhão com recursos do FGTS, R$ 549 milhões via SBPE e R$ 231 milhões em recursos livres.

A Caixa também teve atuação relevante no Programa Porta de Entrada, do Governo do Estado, com 6.740 contratos firmados, R$ 1,07 bilhão em financiamentos e R$ 130 milhões em subsídios.

Segundo os dados apresentados, Porto Alegre possui um déficit habitacional estimado em 90 mil moradias, ao mesmo tempo em que registra cerca de 101 mil domicílios vazios.

Representando o Sinduscon-RS, o diretor executivo Leônidas Quadros da Paixão destacou a importância da parceria estratégica com o banco, a relevância do financiamento habitacional e a necessidade de avaliar a viabilidade econômica do retrofit.

 

O prefeito Sebastião Melo afirmou que a conversão de prédios comerciais em residenciais já é viável, mas ainda enfrenta entraves com os síndicos dos condomínios a serem revitalizados, pois é preciso uma ata de concordância, e anunciou o aprimoramento da legislação para estimular o uso do retrofit. A Prefeitura também ressaltou as ações de revitalização do Centro Histórico e do 4º Distrito, os incentivos fiscais, as adequações para uso misto dos edifícios e os investimentos futuros a serem viabilizados por R$ 7 bilhões em empréstimos oriundos de financiamentos internacionais e nacionais, repasses do Estado e da União e recursos próprios.

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