Estudo demonstra que a força da cadeia produtiva da construção na geração de emprego vai além do ciclo de produção

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apresentou no dia 11 de fevereiro, um importante estudo: “Pós-obra: geração de renda e emprego na economia”. O objetivo do trabalho foi demonstrar os impactos da atividade da Construção civil residencial na fase de pós-produção, ou seja, após a entrega da obra, em nível nacional.

A fase de pós-produção abrange os efeitos da construção na geração de emprego, de renda e de arrecadação tributária, decorrentes das atividades que acontecem após a entrega das obras de edificações residenciais, aos respectivos proprietários dos imóveis.

Os resultados finais do trabalho impressionam: cada real investido na produção de moradia irá gerar mais R$ 0,36 de gastos na fase seguinte, contribuindo para adicionar R$ 0,16 ao PIB da economia e R$ 0,08 de tributos. Em relação ao pessoal ocupado, a relação é de 3,31 para R$ 1 milhão investido na produção de moradia.

Os números evidenciam a importância da Construção Civil na fase pós-produção, o que já era uma percepção do setor, mas que ainda não tinha sido quantificada.

A economista da CBIC Ieda Vasconcelos, que coordenou o estudo inédito no País,  ressaltou que a síntese dos resultados deste trabalho se refere ao dimensionamento dos efeitos dos investimentos habitacionais sobre as diversas cadeias produtivas – incluindo a própria Construção Civil – nos três primeiros anos que se seguem ao encerramento das obras. “O ciclo produtivo da construção gera efeitos para frente. O setor consegue continuar gerando emprego e renda no pós-obra. Esse é o poder da construção”, comentou Ieda Vasconcelos.

A pesquisa foi correalizada com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) com o objetivo de preencher uma lacuna acerca dos trabalhos já realizados sobre os encadeamentos decorrentes das atividades da construção civil residencial.

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