Sustentabilidade na construção de uma imagem positiva

O Sinduscon-RS realizou, na semana em que se Comemora o Dia do Meio Ambiente (5/06), a 1ª edição do Seminário Sustentabilidade na construção civil. No dia 3 de junho a Entidade promoveu em sua sede um evento que, segundo o vice-presidente, coordenador da Comissão do meio Ambiente (CMA/Sinduscon-RS), Rafael Lonzetti, trouxe como missão a superação de importantes desafios como induzir o mercado a investir em edificações tanto no segmento corporativo como residencial e sensibilizar o poder público para criação de incentivos em tributos e financiamento para quem fabricar e produzir com foco em sustentabilidade no Estado, a exemplo do que já acontece em São Paulo e Rio de Janeiro.

Arup

Presente em 36 países, incluindo o Brasil, a Arup, empresa de engenharia de projetos e consultoria, apresentou sua participação em vários dos mais emblemáticos projetos do mundo no ambiente construído e na indústria: Sydney Opera House, Australia; Pompidou Centre, France; California Academy of Sciences, USA e One New Change, London. No Brasil vem atuando fortemente no Rio de Janeiro e São Paulo, mas pretende deixar sua marca nas demais regiões do país, segundo o consultor sênior da empresa, Marcelo Nudel. Enfatizou a importância de abordar projetos de uma maneira integrada, uma abordagem denominada “total design”. Defende a tese de que quando se atua na sustentabilidade em parceria com projetistas, arquitetos e proprietários atinge-se o alto desempenho de qualquer produto. Na oportunidade cases retratando a transformação de conceitos para esta nova realidade foram apresentados aos participantes. Foram eles: Parque da Cidade/SP, empreendimento da Odebrecht Realizações Imobiliárias; Vila Olímpica de 2016/RJ, uma parceria entre a Carvalho Hosken e a Odebrecht e o Eolis/RS, uma parceria entre a Axelrud Arquitetura & Assessoria e a Auxiliadora Predial.

Parque da Cidade/SP

O projeto conta com mais de 330 mil m² de área construída entre escritórios, lojas, hotéis e residências e área verde aberta ao público (22 mil m²). Segundo o diretor de construção e Engenharia da Odebrecht Realizações Imobiliárias, Eduardo Frare, o canteiro de obra foi transformado em um grande laboratório, contemplando todos os sistemas de sustentabilidade do projeto do empreendimento. “Estamos monitorando este sistema para projetar o desempenho”, afirma. Durante os seis anos de existência do canteiro a estimativa é de uma economia de R$ 521 mil; uma redução de 20% no consumo de energia e de 27,6 mil m³ de água. A gestão de resíduos também é outra iniciativa importante. Aberto a comunidade, em mais de três meses foram coletados 1,8 toneladas entre lixo orgânico e inorgânico, tendo os mesmos uma destinação correta.

Vila Olímpica de 2016/RJ

A arquiteta e urbanista, Mariana de Cillo Malufe, que lidera o programa de sustentabilidade e meio ambiente da Ilha Pura/Vila dos Atletas, afirma que o projeto de empreendimento misto privilegia também a convivência entre as pessoas. Para isso no coração da Vila será construída uma via exclusiva de pedestres com cafés, restaurantes, lojas, casas de sucos e sorveterias, além de espaços para descanso. No mesmo espaço ficará também a Zona Internacional, o Refeitório Principal e o Terminal de Transportes. Foi concebida ainda dentro de um conceito de zoneamento eficiente, com uma clara separação das áreas residencial e de operação. Aos moldes do Parque da Cidade, o monitoramento da eficiência do uso da água, energia e gestão na coleta, destinação e reciclagem dos resíduos sólidos acontecem já na instalação do canteiro.

Eolis,RS

Em uso desde 2005, o projeto de construção do Eolis, em Porto Alegre surgiu em um momento em que já se falava em desenvolvimento sustentável, mas pouco se fazia, segundo a diretora da Axelrud Arquitetura & Assessoria, Karen Axelrud Sondermann. O conceito para realização do empreendimento foi baseado na sustentabilidade, com a melhor tecnologia disponível e dentro dos critérios de economia, atendendo ao mercado e ao usuário. Entre os sistemas trabalhados destacam-se Cisternas: coleta de água das chuvas; Emprego de energia alternativa: aerogerador; Otimização do consumo de energia; Brises-soleil: redução do consumo de ar condicionado e Ventilação natural: ventilação e fachadas e pisos. Auxiliadora Predial vem administrando e monitorando a edificação de forma a poder comprovar os reais ganhos.

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