DMAE prevê aumento de investimentos devido aos novos rumos de expansão de Porto Alegre

Com base no Plano Diretor de 2010, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) estimava a necessidade de investimentos na ordem de R$ 334,7 milhões em água e R$ 867,9 milhões em esgoto para atendimento às demandas em Porto Alegre até o ano de 2030, ou seja, cerca de R$ 60 milhões/ano. Porém, a expansão da cidade, principalmente nas regiões extremas, como em Belém Novo e no Humaitá, devem elevar as necessidades de investimentos, devendo o DMAE, segundo o diretor geral, Flávio Presser, buscar maior participação de recursos através de projetos federais, a exemplo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os números e a preocupação com as edificações e loteamentos que estão acontecendo em áreas antes desocupadas, exigindo maior investimento em abastecimento de água e tratamento de esgoto, foram apresentados durante reunião da Comissão da Indústria Imobiliária e de Loteamentos do Sinduscon-RS no dia 24 de junho.

 

Projeto Integrado Socioambiental aguarda decisão da FEPAM

Na oportunidade, quando questionado sobre o Projeto Integrado Socioambiental – Pisa, que prevê a ampliação da capacidade de tratamento de esgotos na cidade de 27% para 77%, o dirigente afirmou que as principais obras já estão concluídas. Porém, para entrar em funcionamento, o DMAE aguarda a Licença de Operação pela Fepam. A Licença de Instalação (LI) fornecida em 2008 previa o tratamento secundário. No decorrer do período o projeto foi alterado contemplando o tratamento terciário. A alternativa permitiu que se deixasse de construir uma estação de bombeamento de esgoto tratado e reduzisse o emissário final em mil metros. Em 2010 o Dmae solicitou alteração do projeto constante da LI, com estudos que comprovam a eficiência da mudança, que não acarretaria prejuízos ambientais. No final de 2012, foi solicitado ao órgão ambiental a Licença de Operação (LO). Em fevereiro de 2013, com a obra quase pronta, a Fepam alterou a LI da Estação, mas não do emissário final. A partir daí, várias reuniões vêm sendo realizadas entre Dmae e Fepam e, posteriormente, com o Ministério Público Estadual para que se construa uma solução, uma vez que a Fundação se mostra com dúvidas em relação ao novo ponto de lançamento do esgoto tratado.

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