Usina do Gasômetro: lançado edital internacional pra obras

A Prefeitura de Porto Alegre lançou, no dia 26 de agosto, o edital de concorrência pública internacional para obras de requalificação da Usina do Gasômetro, fechada desde 2017. Os investimentos, estimados em R$ 12,5 milhões, são oriundos do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e de recursos próprios do Município. O projeto integra a remodelação da Orla do Guaíba e será a maior intervenção realizada nos mais de 90 anos do prédio.

A apresentação do edital ocorreu na Pinacoteca Aldo Locatelli do Paço Municipal, com a presença do prefeito Nelson Marchezan Júnior. Marchezan explicou que o projeto inicial previa a necessidade R$ 40 milhões, mas foi aperfeiçoado para garantir que terá os recursos para ser entregue.

“Só vamos iniciar obras que tenhamos condições de dar seguimento, e as reformas aprovadas pela Câmara de Vereadores nos deram essa possibilidade. Desde 2015, a prefeitura não conseguia aprovar financiamentos. Agora, temos previstos R$ 668 milhões”, afirma.

A empresa ou consórcio de empresas que vai executar as obras será conhecida por meio de uma licitação na modalidade concorrência pública de âmbito internacional. Do total a ser investido, R$ 10 milhões virão de empréstimo junto à CAF e R$ 2,5 milhões, dos cofres da prefeitura. A compra de equipamentos para o Teatro Elis Regina e a sala de cinema PF Gastal precisarão ainda de mais R$ 2,5 milhões, também incluídos no orçamento municipal. A abertura dos envelopes deve ocorrer no dia 26 de setembro e o início das obras, ainda este ano. A previsão é de 14 meses de duração, a partir da ordem de início.

O diretor da Usina do Gasômetro, Luiz Armando Capra Filho, explica que o projeto é da 3C Arquitetura e Desing e tem aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), Conselho do Patrimônio Histórico Cultural da Secretaria Municipal da Cultura (Compahc) e Plano de Proteção Contra Incêndios (PPCI), liberado em julho pelo Corpo de Bombeiros. “A usina é tombada duas vezes: pelo município e pelo Estado. Esse projeto é seguro, funcional e respeita o patrimônio histórico”, afirma.

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