Diálogo com a Construção debate desafios e compromissos para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul
O Sinduscon-RS promoveu, no dia 31 de agosto, a segunda edição do “Diálogo com a Construção: Compromissos para o Desenvolvimento do Rio Grande do Sul”. O evento ocorreu durante reunião-almoço dedicada aos associados da entidade e convidados e contou com a participação dos candidatos pelo MDB ao Senado e à Câmara dos Deputados, Germano Rigotto e Alceu Moreira, respectivamente.
Homenagem a Sérgio Goldsztein
Na abertura, o presidente do Sinduscon-RS, Rafael Garcia, prestou uma homenagem, em memória, ao empresário e associado Sérgio Goldsztein, que faleceu no dia 29 de agosto.
“O Rio Grande do Sul perde um dos maiores protagonistas da história do mercado imobiliário e da construção civil. Sérgio Goldsztein foi um empreendedor visionário e uma liderança admirada”, destacou Garcia.
Associado do Sinduscon-RS, Sérgio Goldsztein participou ativamente da vida da entidade e sempre acreditou na força do associativismo como instrumento para impulsionar o crescimento da construção civil e do mercado imobiliário gaúcho. Seu compromisso com o setor ultrapassou sua trajetória empresarial e teve continuidade nas gerações seguintes de sua família, que seguem contribuindo para o fortalecimento do associativismo e da construção civil no Estado.
Rafael Garcia também lembrou o reconhecimento prestado pelo Sinduscon-RS à extraordinária contribuição de Sérgio Goldsztein, por meio de uma homenagem realizada em 2022, que registrou publicamente sua importância para a história da entidade e do setor.
Construção civil: importância econômica e desafios
Na sequência, o dirigente apresentou aos convidados que concorrem a vagas no Parlamento a forte presença da construção civil na economia e os principais desafios enfrentados pelo setor.
“Representamos mais de 500 mil empregos diretos e indiretos no Estado e envolvemos, em nossa cadeia produtiva, mais de 90 outros segmentos. Nossas obras estão nas indústrias, nas edificações públicas, na habitação e no desenvolvimento urbano”, afirmou.
Garcia também destacou as particularidades do setor, cujo ciclo de produção pode levar de quatro a cinco anos para ser concluído, tornando-o mais vulnerável às instabilidades econômicas.
“Hoje, o cenário de elevadas taxas de juros, a escassez de mão de obra e o aumento de custos que o segmento vem enfrentando desde a pandemia, passando pelas enchentes e pela guerra tarifária, são alguns dos desafios”, ressaltou.
O presidente também mencionou os impactos da Reforma Tributária e do debate sobre o fim da jornada de trabalho 6x1, que, segundo ele, podem contribuir para o aumento dos custos da construção.
Alceu Moreira defende planejamento de longo prazo

No uso da palavra, Alceu Moreira reforçou a importância do Congresso Nacional no processo democrático e destacou a necessidade de ampliar a interlocução com o setor produtivo para garantir entregas qualificadas por parte de senadores e deputados.
“A construção civil, por exemplo, tem uma grande influência em uma economia sustentável”, afirmou.
Segundo Moreira, o setor está diretamente relacionado a temas como mobilidade urbana, redução das distâncias entre moradia e trabalho, ocupação do solo urbano e infraestrutura logística.
“Estamos falando também de matriz energética, ferrovias, hidrovias e rodovias; de uma infraestrutura logística que contribua para a redução do Custo Brasil”, destacou.
O candidato defendeu ainda a construção de um projeto de longo prazo para o País. “Precisamos de um projeto para os próximos 10 anos que planeje um Brasil forte. Poder de produção e de consumo é igual a crescimento”, enfatizou.
Germano Rigotto defende reformas profundas

Na sequência, o candidato ao Senado Germano Rigotto falou sobre seu retorno à vida política, que, segundo ele, ocorre com o objetivo de contribuir para a retomada do protagonismo do Rio Grande do Sul no cenário nacional.
Entre as propostas defendidas, Rigotto destacou a reforma fiscal, com o objetivo de buscar o reequilíbrio entre receitas e despesas; a renegociação da dívida do Estado com a União; a revisão do Pacto Federativo; a reforma administrativa e política; avanços na reforma previdenciária; e mudanças no processo eleitoral.
Em relação à Reforma Tributária, Rigotto afirmou que não se trata da “reforma dos sonhos”, mas avaliou que, ao final do período de transição, previsto para 2033, o País deverá contar com um sistema tributário mais justo, eficiente e racional.
O evento foi realizado pelo Sinduscon-RS, com patrocínio master de Tintas Renner.
