Investimentos de R$ 1,8 trilhão em parques industriais podem gerar demanda anual de R$ 98,4 bilhões para a engenharia entre 2025 e 2028 no Brasil
Os investimentos previstos para parques industriais no Brasil entre 2025 e 2028, estimados em R$ 1,8 trilhão entre CAPEX e OPEX, poderão gerar uma demanda média anual de R$ 98,4 bilhões em serviços de engenharia, manutenção e reformas voltados às obras industriais e corporativas. A projeção foi apresentada pelo presidente da Comissão de Obras Industriais e Corporativas (COIC) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ilso José de Oliveira, durante reunião realizada no dia 17 de junho, na sede do Sinduscon-RS, em Porto Alegre.
A apresentação integrou a 60ª Reunião Ordinária do Comitê de Inteligência Estratégica (CIE-COIC), promovida pela COIC/CBIC em conjunto com o Sinduscon-RS e o Sicepot-RS. O encontro reuniu lideranças empresariais, representantes da indústria da construção e especialistas ligados à infraestrutura industrial e corporativa.
Ao analisar o cenário nacional, Ilso destacou o potencial de crescimento do setor impulsionado pelo novo ciclo de investimentos, mas chamou atenção para os desafios relacionados à execução dos empreendimentos. Segundo dados apresentados por ele, atualmente apenas 55% das obras industriais e corporativas no país alcançam êxito pleno, enquanto 45% são concluídas parcialmente ou acabam sendo interrompidas.
Para melhorar esse desempenho, o dirigente defendeu a adoção de metodologias modernas de gestão, planejamento integrado e maior cooperação entre os diversos agentes envolvidos nos projetos. Entre as soluções apontadas para elevar a eficiência e reduzir riscos estão os modelos de Gestão Integrada e a formação de consórcios empresariais.
O vice-presidente do Sinduscon-RS, Leonardo Treiguer, apresentou iniciativas que vêm sendo desenvolvidas pela entidade para fortalecer a competitividade da construção civil gaúcha. Entre elas, destacou ações voltadas à aceleração da industrialização da construção, à disseminação das mudanças decorrentes da Reforma Tributária e à preparação das empresas para seus impactos no setor. Também ressaltou desafios que seguem exigindo atenção, como a escassez de mão de obra qualificada e a insegurança regulatória.
Treiguer enfatizou ainda a importância do Cadastro da Engenharia e Construção Civil Gaúcha, iniciativa criada para valorizar e dar visibilidade às empresas e aos profissionais locais, ampliando as oportunidades de participação da engenharia gaúcha em projetos e negócios. O cadastro está disponível no site do Sinduscon-RS.
Durante o encontro, o superintendente comercial da RETC Infraestrutura Industrial, Diogo Coimbra, abordou a contribuição dos consórcios empresariais para a execução de projetos industriais de grande porte. Segundo ele, o modelo tem se consolidado como uma alternativa para ampliar capacidades técnicas e financeiras, além de permitir maior competitividade na contratação e execução de empreendimentos complexos.
A reunião contou ainda com a participação do presidente do Sicepot-RS, Rafael Sacchi; do presidente da Schneider Electric Brasil, Roberto Rossi; do gerente de Projetos e Engenharia da Schneider Electric Brasil, Bruno Di Clemente; além de representantes da COIC, do Comitê de Inteligência Estratégica e de associados das entidades parceiras. O titular do Conselho Fiscal do Sinduscon-RS, Luciano Busnello Amorim, também apresentou ações desenvolvidas em defesa da construção pesada e da infraestrutura no Rio Grande do Sul.
