Sinduscon-RS participa de encontro do Grupo RBS sobre o desenvolvimento do Rio Grande do Sul

 Sinduscon-RS participa de encontro do Grupo RBS sobre o desenvolvimento do Rio Grande do Sul

Fernado Lacerda/Divulgação

O Sinduscon-RS participou de encontro promovido pelo Conselho Editorial do Grupo RBS para debater caminhos para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Na abertura, o publisher e presidente do Conselho de Gestão do Grupo RBS, Nelson Sirotsky, destacou o objetivo da iniciativa: ampliar o diálogo com setores estratégicos e reunir contribuições da sociedade para um protagonismo “produtivo, coerente e realmente eficaz para o Rio Grande do Sul”, especialmente em um ano eleitoral.

Representando a entidade, o presidente Rafael Garcia destacou o papel estratégico da construção civil na economia gaúcha, setor responsável por cerca de 140 mil empregos formais e impacto em mais de 90 segmentos produtivos.

Durante o debate, Garcia apontou desafios prioritários para o setor, como a escassez de mão de obra, o aumento dos custos dos insumos e a necessidade de ampliar o funding para a produção habitacional, reforçando a importância de mecanismos de crédito para sustentar investimentos, gerar empregos e ampliar a oferta de moradias no Estado.

 

Sinduscon-RS participa de encontro do Grupo RBS sobre o desenvolvimento do Rio Grande do Sul

O presidente do Sinduscon-RS, Rafael Garcia, participou do encontro promovido pelo Conselho Editorial do Grupo RBS, que reuniu lideranças empresariais e representantes de diferentes setores produtivos e órgãos públicos para debater soluções voltadas ao desenvolvimento do Rio Grande do Sul.

Realizado na Ouvidoria do Conselho Editorial, o encontro teve como objetivo promover um espaço de diálogo sobre os principais desafios e oportunidades para o crescimento do Estado, especialmente em um contexto marcado por um ano eleitoral. A mediação foi conduzida pela jornalista Giane Guerra.

Ao abrir os debates, o publisher e presidente do Conselho de Gestão do Grupo RBS, Nelson Sirotsky, destacou o propósito da iniciativa: fortalecer a conexão com a sociedade gaúcha e ampliar a visibilidade de temas estratégicos para o futuro do Estado. “Estamos pedindo as contribuições de agentes relevantes da sociedade para que o protagonismo da RBS seja produtivo, coerente e realmente eficaz para o Rio Grande do Sul, especialmente neste ano eleitoral”, ressaltou Sirotsky, enfatizando o papel do jornalismo e do diálogo qualificado na construção de um ambiente favorável ao avanço do Estado.

Representando o setor da construção civil, o presidente do Sinduscon-RS, Rafael Garcia, destacou a relevância econômica e social da atividade para o desenvolvimento do Estado. Segundo ele, a construção civil gaúcha responde atualmente por cerca de 140 mil empregos formais e mais de 500 mil empregos diretos e indiretos, além de movimentar mais de 90 segmentos econômicos ao longo de sua cadeia produtiva.

Durante o debate, Garcia chamou atenção para três desafios estruturais do setor. O primeiro deles é a escassez de mão de obra, apontando que mais de 80% das construtoras enfrentam dificuldades para contratar trabalhadores, ao mesmo tempo em que o perfil da força de trabalho envelhece, com idade média próxima de 44 anos. O presidente ressaltou ainda a necessidade de ampliar a atratividade da atividade para os jovens, reforçando que a construção civil oferece oportunidades concretas de qualificação e crescimento profissional.

Outro ponto abordado foi o aumento dos custos dos insumos da construção, impactados por fatores externos, como oscilações econômicas internacionais, custos logísticos e de energia, o que pressiona os investimentos e afeta a viabilidade de novos empreendimentos.

Garcia também enfatizou a importância de ampliar o funding para a produção habitacional, destacando a necessidade de fortalecer mecanismos de financiamento para as empresas do setor, especialmente pequenas e médias construtoras, permitindo maior oferta de moradias, geração de empregos e continuidade dos investimentos no Rio Grande do Sul. Nesse contexto, ressaltou o papel estratégico do Banrisul, parceiro histórico da construção civil gaúcha, defendendo a ampliação de instrumentos de crédito voltados à produção habitacional para que mais empreendimentos possam sair do papel.

Investimentos estratégicos e segurança jurídica pautam debate sobre o futuro econômico do RS

O encontro também abordou temas relacionados à atração de investimentos estratégicos para o Rio Grande do Sul, segurança jurídica e infraestrutura necessária para sustentar novos ciclos de desenvolvimento econômico no Estado.

Entre os destaques, o diretor-geral da CMPC no Brasil, Antônio Lacerda, apresentou os desdobramentos envolvendo o Projeto Natureza, empreendimento previsto para Barra do Ribeiro, com investimento estimado em cerca de R$ 27 bilhões. O projeto é objeto de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), que questiona aspectos do processo de licenciamento ambiental, especialmente a necessidade de realização da Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) junto a comunidades indígenas, quilombolas e pescadores potencialmente impactados.

Durante sua manifestação, Lacerda afirmou que a companhia conduz o processo de licenciamento em conformidade com a legislação vigente e reiterou a confiança da empresa na Justiça, destacando o empenho para manter o investimento no Rio Grande do Sul. O executivo ressaltou ainda a importância de um ambiente de previsibilidade e segurança jurídica para viabilizar empreendimentos de grande porte no Estado.

Na mesma linha, o procurador-geral de Justiça do Estado, Alexandre Saltz, enfatizou o papel do Ministério Público como órgão de controle e mediação de conflitos, destacando a importância do diálogo institucional e da escuta da sociedade na construção de soluções equilibradas para temas de grande impacto econômico e social.

Outro tema debatido foi o potencial do Rio Grande do Sul para se consolidar como polo de infraestrutura tecnológica e inteligência artificial. O vice-presidente sênior da Scala Data Centers, Luciano Fialho, apresentou perspectivas sobre o campus de data centers planejado para Eldorado do Sul, que poderá atrair investimentos expressivos caso toda a capacidade projetada seja ocupada.

Segundo Fialho, a matriz energética brasileira, majoritariamente renovável, representa uma vantagem competitiva para o país, ao mesmo tempo em que reforça o potencial do Rio Grande do Sul para receber operações de alta intensidade tecnológica. O executivo destacou, porém, a necessidade de alinhamento entre a velocidade de implantação desses empreendimentos e a expansão da infraestrutura energética, apontando que projetos de data centers podem ser executados em prazos inferiores aos necessários para reforços nos sistemas de transmissão elétrica.

O debate evidenciou ainda o potencial transformador de investimentos industriais, corporativos e tecnológicos para a economia gaúcha, especialmente pela capacidade de geração de empregos, estímulo à inovação e fortalecimento das cadeias produtivas ligadas à infraestrutura e à construção.

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